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Motivar um Plantel Curto através dos Sistemas Tácticos


Nem todos os Treinadores têm a sorte de ter à sua disposição um plantel com vinte e sete jogadores: vinte e quatro jogadores de campo e três guarda-redes. Nem todos os Treinadores têm a sorte de poder ir buscar jogadores à Equipa B sempre que necessário. E nem todos os Treinadores têm a sorte de pertencer a uma estrutura em que os jogadores do escalão abaixo podem “subir” sem restrições à sua equipa. Aliás, alguns nem sequer têm o escalão abaixo do seu para poder suprir uma eventual necessidade...
Ou seja, há Treinadores que acabam por ter de saber lidar com um plantel curto (em opções) à sua maneira, sendo certo que nunca é fácil trabalhar com plantéis parcos em opções, por muita polivaliência que exista no seio do grupo. É fácil constatar que há jogadores que se acomodam com a sua situação, seja ela a de suplente, seja ela a de titular, pois sabem que basta irem aos treinos (na realidade amadora é tão comum) para serem convocados. Nem sequer precisam de ir treinar, basta apenas irem aos treinos!
Ora, este cenário está longe de ser ideal para quem deseja fazer um bom trabalho e ser reconhecido. Mais longe ainda para quem deseja fazer um bom trabalho, ser reconhecido e chegar ao Profissionalismo, tanto em Portugal como fora de portas. 

Guarda-Redes: Como ser + 1?




Num mundo em constante mudança o futebol não foge à regra. A evolução do futebol tem sido grande e isso deve-se à constante evolução do próprio jogo, quer seja dos sistemas táticos, das condições materiais, entre outros. Uma das posições que mais mudança sofreu foi o Guarda-Redes. Hoje um dos requisitos de um “Guarda-Redes moderno” é que este saiba jogar com os pés e participar ativamente no processo ofensivo da sua equipa.
Este texto pretende ajudar os vários intervenientes neste processo definindo algumas “guidelines” que possam ajudar o Guarda-Redes a ser + 1 no processo ofensivo da sua equipa.
Antes de mais é importante definir 2 contextos distintos. Quando o Guarda-Redes tem a posse da bola e quando não a tem (mas a posse continua da sua equipa). Podemos falar em saídas de bola e atrasos. Ficam de seguida alguns princípios essenciais nos dois contextos.
            Saída de bola (pontapés de baliza, faltas e com bola na mão):
Nos pontapés de baliza:
- Bola no centro da pequena área (possibilidade de jogar tanto para a direita como para a esquerda assim como o adversário não saber por que lado pretendemos sair);
- Orientação corporal e uso dos dois pés (o objetivo é tentar “enganar” os adversários até ao último momento sobre onde vamos jogar e para isto é importante o domínio tanto do pé direito como do esquerdo);

              Com bola na mão:
- Perceber o momento do jogo (acelerar ou temporizar, jogar curto ou jogar longo);
- Equipa abrir e colocar-nos numa posição que nos permita jogar para ambos os lados (pelo meio normalmente);

            Atraso
- Dar uma linha de passe ao colega (querer jogar, não se esconder e pedir para  participar);
- Cobertura ofensiva (numa distância que me permita ter tempo suficiente para executar e pensar – quando possível. Normalmente recuar para ganhar espaço);
- Campo de visão alargado (para isto é fundamental a colocação do corpo e apoios orientados para o jogo assim como o manter a cabeça alta – não olhar para a bola no momento da receção);
 - Processos pré-definidos (em função do modelo de jogo, se normalmente tenho zonas chave onde possa jogar);
- Comunicação verbal e gestual (pedir bola ao colega em caso de aperto e mostrar onde quero a bola - com o braço – em função de onde pretendo receber a bola);
- Receção orientada (é essencial porque vai permitir orientar o jogo para onde se pretende jogar de seguida e, se bem feita, na maioria dos casos, a pressão já não consegue chegar perto. Pelo contrário uma má receção orientada pode obrigar a despejar longo);
- Recursos técnicos para as mais variadas formas de receção orientada e passe;
- Postura calma e confortável com bola (mesmo sob pressão);
- Leitura do jogo e da pressão (de onde vem a pressão, como ela é feita, quantos homens e que espaços ficam livres);
- Qualidade de passe e lateralidade (pé direito / pé esquerdo);

O Guarda-Redes pode ser mais um no processo ofensivo da sua equipa. Isto se o permitirem. Com este tema não queremos defender somente um futebol apoiado. Vai mais além. A importância do passe longo (atenção passe, não é bater para a frente ou aliviar a bola) é tanto ou maior do que o passe curto. Qualquer Guarda-Redes tem de adquirir a capacidade de leitura do jogo e depois de decisão em função da situação. Mas para isso temos de dotar os nossos atletas de capacidades técnicas, táticas e mentais.

Imag.1 - DC's abertos e MD a baixar "arrastando" um dos médios adversários; Imag.2 - Identificação do jogador livre no corredor lateral; Imag.3 - Momento em que a bola chega ao corredor lateral e quebrou a 1ª linha de pressão;

Imag.1 - GR dá linha de passe fora dos postes no corredor da bola. Cobertura ofensiva. Pressão alta do adversário. Orientação dos apoios de frente para o jogo (visão periférica); Imag.2 - Em função da pressão do PL, GR recorreu à finta. A direção da pressão obrigou-o a que tivesse de ativar um recurso técnico de forma a aumentar as opções de passe; Imag.3 - Após tirar o 1º homem da pressão abre linha de passe para o DCD, no entanto, perante ameaça do EXT contrário opta por não realizar o passe. Necessidade de uma permanente análise do contexto; Imag. 4 - Opção tomada acaba por criar uma situação de 6x4. O passe ultrapassa 6 adversários e deixa o portador de frente para a linha defensiva contrária (contexto favorável à criação de uma situação de finalização. Curiosamente o lance acabou em golo.).

O jogo está em mudança, todos temos de nos adaptar às novas necessidades. Cada um com as suas características, sendo fieis a elas, mas nunca pensando que as capacidades são fechadas e que não possa existir crescimento. Todo o dia é dia de evolução e mudança... se assim quisermos.

Juntos somos mais fortes,


Miguel Menezes e Hélder Esculcas


Os Bonecos da Comunicação Social




          Entramos na segunda volta do campeonato no próximo fim de semana, com três grandes candidatos ao título, F.C.Porto(45), Sporting(43) e Benfica(40). Campeonato ao rubro, Taça de Portugal e Taça da Liga a entrarem em fases decisivas à procura dos finalistas em ambas as competições e com o Porto a representar Portugal na Champions League, Sporting Clube de Portugal e Sporting de Braga na Liga Europa. Motivos não faltam para que a discussão em torno do Futebol Português não fosse senão as equipas, os jogadores e as equipas técnicas.

O Benfica versão 2018 - Benfica de Krovinovic


          Quem diria que em Portugal poderia existir um jogador tão parecido a um dos melhores médios do mundo? Diria mesmo, o melhor médio do mundo para muitos! Sim, falo de Modric e Krovinovic. Uma representação hipotética para uma longa carreira que se pode augurar ao jovem croata.

Os principais erros que os Treinadores cometem em relação aos Guarda-Redes



               Este é um texto formativo. Pretendo assim dar a entender alguns erros comuns que a maioria dos Treinadores principais cometem relativamente aos seus Guarda-Redes, tanto em treino como em jogo. É um texto em forma de crítica construtiva para todos evoluirmos, inclusive os mais importantes, os nossos atletas.

Evoluir para Melhor


Ano Novo, vida nova. Diz o Povo e com razão, mas espero que possamos ver o mesmo no Futebol Português. Espero que possamos ver um ano futebolístico novo em Portugal, um ano em que as responsabilidades sejam assumidas e imputadas, um ano em que as ideias prevaleçam em relação aos orçamentos, um ano em que se fale de tudo o que se passa dentro de campo e nada do que se passa fora dele.
Que em 2018 muitas possam ser as mudanças operadas no Futebol Português. Do Distrital ao Profissional. Da Formação aos Seniores...
Que todos os agentes desportivos assumam as suas responsabilidades e percebam qual o seu papel e a relevância do mesmo. Que os Pais compreendam que a sua função é educar e apoiar os seus filhos e não definir qual o 7 ou o 11 inicial, quais as subsitituições a serem efectuadas, quem são os capitães de equipa e em que posição jogam os seus filhos. Que os Directores percebam que estão ali para dirigir o clube e apoiar o trabalho do Treinador escolhido pela Direcção e não para fomentar pequenas guerrilhas entre Pais e Treinadores ou para imiscuirem-se no trabalho do Treinador, seja na escolha da equipa inicial, seja na definição do sistema táctico.
Que os Treinadores saibam proteger-se, sendo justos e coerentes através da implementação e defesa intrasigente das suas próprias ideias, sem que haja espaço para “afilhados”, influências e condicionalismos externos, pois um grupo de trabalho deve ser gerido de dentro para fora e não de fora para dentro.
Que os Jogadores entendam que na equipa manda o Treinador e não o Pai, a Mãe, o Avô ou o Padrinho. E que percebam também que tal, como ele, há mais jogadores a darem tudo por tudo nos treinos e a ficarem de fora das escolhas iniciais ou da própria convocatória, restando-lhes apenas serem firmes e continuarem a trabalhar para chegar à equipa principal.
E caso alguns destes agentes desportivos queiram fugir às suas responsabilidades, que as mesmas lhes sejam assacadas e imputadas, pois não podemos viver num meio em que o que é verdade hoje é mentira amanhã (e vice-versa) nem podemos querer coabitar num espaço onde os valores morais são subjugados, ultrapassados e até mesmo esquecidos, sob pena de nos esquecermos que também formamos os futuros cidadãos deste País através do Futebol.

Os Swans de Carlos Carvalhal


Paraqueles que como eu consideram a Premier League a competição mais emocionante e espetacular do futebol mundial, e para aqueles que, como eu, torcem por resultados positivos da maior referência nacional de Treinadores, José Mourinho, não tem tido uma época fácil de digerir perante o poderio pontual e exibicional do Manchester City de Pep Guardiola. Mas mais do que em termos emocionais, em termos racionais uma noticia a meio da semana dá ao Futebol Português razões para sorrir: após uma primeira metade de época pouco conseguida ao leme do Sheffield Wednesday, que culminou com a sua saída, Carlos Carvalhal é contratado pelo Swansea City, lanterna vermelha da Premier League com o objetivo de salvar o clube da descida de divisão. Tal como Marco Silva, na temporada anterior, chega à Premier à 20ª jornada  com 13 pontos no bolso. Teve a sua estreia no passado sábado contra o Watford de… Marco Silva. 

Carta ao Jogador


          És Jogador de Futebol? Então este texto é direcionado para ti!
         Esta será a mensagem que cada treinador entregaria aos seus atletas, pois na maioria das vezes não nos é dada a oportunidade de agradecer, deixar conselhos ou explicar algumas situações que na nossa lógica da soma do todo faz sempre sentido.

O Treino de Guarda-Redes: Novo Ano, Novos Hábitos


Chegada a altura do ano em que muitas pessoas começam a pensar e a elaborar promessas para o novo ano sobre mudanças aos mais diversos níveis da sua vida (alimentação, forma física, etc.), também nós Treinadores podemos aproveitar este “timing” para tentar implementar novos hábitos.

Tendências e Referências do Treinador


      Tentarei neste “destreinado” artigo de opinião agregar os Treinadores José Mourinho, Paulo Fonseca, Miguel Cardoso, Rui Vitória e Pep Guardiola e como alguns deles inspiram a nova vaga de Treinadores. Se são, ou não, referências e se criam tendências no mundo do Futebol.