Taça das Confederações 2017 - Portugal vs México


Resultado que se ajusta tendo em conta o futebol de pouca qualidade praticado pelo Campeão Europeu... Algumas opções que não se compreendem no onze inicial, isto tendo em conta aquilo que foi demonstrado até ao dia de hoje. Alguns desses jogadores viriam a passar ao lado do jogo, mas ninguém melhor que o Selecionador para saber qual a estratégia pretendida. A habitual defesa em bloco mais recuado para explorar o contra-ataque veio a demonstrar-se curta e toda a dificuldade sentida na construção de jogo e na capacidade de assumir e acelerar o jogo na busca de um resultado positivo em muito contribuem para o resultado final. O México pareceu controlar sempre o jogo a seu bom ritmo e até deu a ligeira impressão que se neste jogo tivesse imposto mais o seu ritmo e outra vontade de vencer, talvez saísse com outro resultado. 

11 Portugal: Rui Patrício, Cédric, Pepe, J.Fonte, Raphael Guerreiro, William, Moutinho, André Gomes, Quaresma, Nani e Ronaldo.
11 México: Ochoa, Salcedo, Reyes, Moreno, Layun, Jonathan, Herrera, Guardado, Vela, Jimenez, Chicharito.


Num jogo que se previa complicado à partida para o Campeão Europeu, vai-se jogando uma partida com alguma intensidade e alguns bons momentos de futebol. 
Depois de um início de jogo difícil para a Seleção Portuguesa com o México a conseguir uma entrada fulgurante sem deixar Portugal respirar na sua primeira fase de construção e obrigando muitas vezes o Campeão a errar bastante perto da sua baliza, o que ia provocando algumas dores de cabeça para Fernando Santos. O México a conseguir pressionar com vários homens e a tomar conta das operações, conseguindo variar o seu estilo de jogo e tentando aproveitar a entrada dos laterais pela defesa portuguesa.
Portugal ia tentando sacudir a pressão, esticando o seu jogo com algumas bolas longas através dos centrais ou de Rui Patrício sendo que nada parecia sair bem no início de jogo. Elementos como José Fonte e principalmente Raphael Guerreiro não parecem ligados ao jogo e vão errando passes simples e complicando a missão de fazer chegar jogo ao seu goleador Cristiano Ronaldo
Contudo, Portugal depois de ameaçar por Ricardo Quaresma num primeiro remate iria conseguir estabilizar o seu jogo com Moutinho e William a conseguirem corrigir e a pegar no jogo numa primeira fase. Esta mudança no jogo viria a mostrar-se fulcral e conseguiria depois da ameaça um golo por Pepe que viria a ser anulado através de decisão VAR. Cristiano Ronaldo ia começando a aparecer no jogo, depois de um tiraço de esquerdo à barra (diga-se que o lance iniciou-se em fora-de-jogo) e viria mesmo a servir (numa arrancada que pareceu perdida com alguma atrapalhação) Ricardo Quaresma que com uma maldade a Ochoa e com toda a tranquilidade fez o 1-0. 
Depois de estabelecido o primeiro tento na competição, o México baixou um pouco as suas linhas e Portugal conseguiria vir a pegar no jogo, sendo que parecia certo que a equipa mexicana queria condicionar a saída de jogo pelo lado esquerdo defensivo português. Alguns bons momentos em posse da equipa Lusa e Cristiano Ronaldo serviria Ricardo Quaresma de calcanhar e que passe esse a abrir a defesa, sendo que o "Cigano" remataria perto do poste com a possibilidade de servir Raphael Guerreiro que estava em melhor posição para finalizar.
Até final da primeira parte e com uma exibição que não ia sendo brilhante, também por mérito do México, Portugal ia conseguindo encontrar os caminhos para a baliza do adversário com relativa facilidade.
O México a acabar a primeira parte viria numa falha de um corte de Raphael Guerreiro (mais uma falha) através de Chicharito Hernandez conseguir a igualdade. Resultado esse que se mantém ao intervalo 1-1.



Numa segunda parte que viria a ser mais morna do que o previsto e com o México a voltar tomar conta das operações, como ia indicando também a percentagem de posse de bola. Apesar de ser uma posse sem grandes benefícios, ia gerindo a seu bom ritmo e parecia satisfeito com o empate.
Fernando Santos mexia na equipa fazendo entrar Gelson Martins e Adrien Silva para o lugar de Nani (que passou ao lado do jogo) e de Moutinho. O primeiro viria mesmo mexer com o jogo e justificar a aposta, aparecendo a rasgos e a tentar mudar os acontecimentos do jogo. Adrien entrou para controlar melhor o meio campo e assim soltar os elementos rápidos da frente, tentando Portugal matar o jogo em situações de contra-ataque.
Durante 25m e como em grande parte do jogo diga-se, Portugal tentava resolver e construir através de situações individuais, algo que ia condicionando a fluidez de jogo e que viria a revelar-se decisivo para o resultado. Não foram vistos momentos de bom futebol nem uma dinâmica colectiva reveladora de um Campeão Europeu, mas e visto que a fórmula do Europeu deu resultado, não se pense que irá resultar sempre.
Juan Carlos Osório responderia às substituições com a entrada de Giovanni dos Santos no lugar de Carlos Vela e posteriormente Araújo no lugar de Salcedo. E continuaria tudo a bom ritmo para o empate com os mexicanos a tentar explorar o lado esquerdo da defesa portuguesa e a criarem algum perigo por aí.
Jimenez desgastado com a pressão que ia fazendo com Hernandez, viria a ser substituído por Peralta e o jogo caminhava para o seu final, quando Quaresma num primeiro aviso obrigaria Ochoa a uma boa intervenção. Portugal voltaria a avisar através de uma grande cabeçada de André Silva (entretanto entrou no lugar de Quaresma) que obrigaria Ochoa a mais uma enorme intervenção no último momento quando a bola parecia encaminhar-se para o fundo das redes.
Depois de alguns avisos o herói improvável Cédric viria numa jogada de insistência a faturar através de um remate dentro de área, desviado ainda por Herrera. A jogada ainda foi revista pelo VAR, mas viria a julgar-se legal.
Chicharito logo de seguida falha o remate já dentro da pequena área numa excelente ocasião para responder ao golo de Portugal e Gelson numa boa jogada com André Silva em contra ataque, atiraria a centímetros do poste.
Quando tudo parecia decidido eis que surge um canto para o México e Moreno numa zona proibitiva para falhas da defesa portuguesa, viria a faturar. Rui Patrício parece ficar amarrado, mas a defesa não pode ser batida naquela zona com tanta facilidade.

Resultado Final: 2-2

Quem foi para si o Homem do Jogo?

Ricardo Carvalho

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